#thestruggleisreal

Survival English

#4 – Inglês no Médico

Sick Traveler

🇧🇷 Ficar doente is no fun (não é divertido) e nunca sabemos quando vai acontecer, principalmente quando viajamos e nos encontramos em um ambiente completamente novo, com comidas novas, germes, e parasitas com os quais os nossos corpos talvez nunca tiveram contato. Tudo que podemos fazer é nos previnir mantendo nossas vaccines (vacinas) up-to-date (atualizadas) e uma alimentação saudável e balanceada, às vezes suplementada por algumas vitaminas to boost (para levantar/reforçar) nosso immune system (sistema imunológico). Mas mesmo assim, acontece! E se acontecer fora do Brasil??? Oh well, bora aprender então alguns vocabulários, frases, e nomes de remédios que podem literally (literalmente) save your sick ass (salvar você) and some money (e poupar o seu dinheiro)!

Então se você ainda não assistiu ao vídeo “INGLÊS NO MÉDICO: SINTOMAS, DOENÇAS E FARMÁCIA | Survival English #4,” não perca! E pra você que já assistiu, aqui segue uma “recap” (recapitulação) do vocabulário e das “key sentences” (frases coringa) que a Carina ensina, reacheada de outras dicas e vocabulários.

 

Basic Vocabulary – Vocabulário Básico

– Pharmacy / drugstore – Farmácia

– Hospital – Hospital

– Doctor – Médico

– Nurse – Enfermeiro (a)

– Pharmacist – Farmacêutico

– Can I talk to the pharmacist? (Posso falar com o farmacêutico?)

– Cadeira de rodas – Wheelchair (Please, I need a wheelchair. /Por favor, eu preciso de uma cadeira de rodas)

– Ambulance (We need an ambulance. / Precisamos de uma ambulância.)

*Cultural Tip: Outra maneira de dizer “médico” em inglês é “physician” e, nos Estados Unidos, existem duas categorias de médico: o M.D. (Medical Doctor, que pratica medicina alopática, que é o mesmo tipo de formação que as escolas de medicina dão no Brasil, por isso TV shows como o Dr. House, chama House M.D.), mas também existe o D.O. (Doctor of Osteopathic Medicine, que na teoria pratica medicina com uma abordagem osteopática, o que a grosso modo significa com menos remédio e mais terapia). Mas hoje em dia não há mais muita diferença na atuação porque muitos alunos que se formam D.O.s acabam fazendo residência em programas M.D. e acabam atuando dentro da abordagem da medicina alopática (convencional). Além de médicos é importante notar que registered nurses (enfermeiras padrão) e physician assistants (assistentes médicos) são licenciados para dar certas precrições médicas e para atuar em certos procedimentos, sem a necessidade da autorização de um M.D. ou um D.O.

*Cultural Difference: Nos Estados Unidos, quando admitido (a) ao ER (emergency room/ pronto-socorro) você não será atendido (a) diretamente por um médico, com excessão de você ter sofrido algum “trauma” (acidente grave). Você será “screened” (avaliado) pelo time de nurses e, dependendo do seu problema, pode ser que você nem chegue a se consultar com um physician, apenas com o physician assitant, que é um tipo de profissão médica que recebe um treinamento mais curto (bacharelado mais 2 anos na escola de medicina, em contraposição com o médico que tem um bacharelado e 4 anos na escola de medicina, mais 3 ou mais naos de residência) e pode atuar na medicina sob a supervisão de um médico. Por exemplo, physician assistants podem fazer exames de “pap smear” (papa-nicolau), dar precrições para tratar “colds”(resfriados), “yeast infections” (candidíase) e dar assistência ao médico em uma cirurgia, mas não são licenciados para fazerem uma cirurgia autonomamente.

*Note: Para ser médico nos EUA, você precisa ter um bacharelado em qualquer área, mas normalmente candidatos à escola de medicina cursam química ou biologia porque preciam ter algumas aulas dessas matérias no currículo, precisam então passar no MCAT (Medical College Admission Test), ter experiência de trabalho na área médica, por exemplo trabalho voluntário em um hospital, dentre outras atividades extra-curriculares não relacionadas à medicina, por exemplo praticar dança, tocar em uma banda, estudar línguas, ter feito intercâmbio, etc, além de ter tido notas excepcionais durante o ensino médio e a faculdade. Depois de construir seu currículo (CV) o candidato passará pelo processo de “application” que inclui um essay (uma redação), muitos formulários, a entrega do seu CV e, se selecionado, passará por uma entrevista com a faculdade em questão. Se passar a entrevista o candidato precisa garantir que tem os “funds” (fundos) necessários para pagar a faculdade porque, a não ser que ele (a) tenha uma scholarship (bolsa de estudos), não existe faculdade gratuita nos Estados Unidos. Então se você acha que entrar direto do ensino médio na medicina da USP é difícil? Think again! E aqui não existe clínico geral como no Brasil (médicos que não cursaram residência). Aqui os “clínicos gerais” cursam a residência de “Primary Care” ou “Internal Medicine” e, por isso, você nunca verá médicos com menos de 26 anos atuando em nenhum hospital ou clínica.

Medication – Remédios

I’ve been prescribed medication from the doctor. – O medico me receitou remédio

Medicine – Any drug or remedy for use in treating, preventing, or alleviating the symptoms of disease (qualquer droga usada para o tratamento, prevenção, ou alívio dos sintomas de uma doença), ou “Medicina”, a profissão em si.

Drug (bem comum) – I got some drugs from the doctor. (Eu recebi alguns medicamentos do médico)

Pills – Comprimidos

The doctor gave me some pills for my heart. (O médico me receitou comprimidos para meu coração)

I need a pill for my headache. (Eu preciso de um comprimido pra dor de cabeça)

– The pill – Pílula anticoncepcional

I’m on the pill – Estou tomando anticoncepcional

*Fun Fact: A pílula anticoncepcional também é chamada de “birth control”.

– Tablets –  Comprimidos de formato chatinho, tipo o Dipirona no Brasil, ou AS.

– Capsule – Cápsula

– Shot – Injeção ou Vacina

I’m going to give you a prescription. (Vou te dar uma prescrição/receita)

– Sickness / Illness – Doença (qualquer que seja ela)

I have diabetes. (Eu tenho diabetes).

I feel under the weather (Eu estou me sentindo mal)

– Disease – Doença (diferente de sickness esse termo é usado para doenças mais perigosas ou contagiosas, por exemplo, cancer, heart disease (doenção do coração), measles (sarampo), etc.

– Injury – Ferimento

I broke my leg. (Eu quebrei a perna).

– Disorder – Doença (diferente de illness, sickness, and disease, disorder comumente se refere a doenças mentais ou o mal funcionamento de alguma parte do corpo, por exemplo, esquisofrenia, eating disorder (anorexia, bulemia), speech disorder (problema de fala),

 

Seeing the Doctor – Visitando o Médico

 

I need to see the doctor. (Eu preciso ver o médico/ ir ao médico)

– To make an appointment (with the doctor) (Marcar uma consulta (com o medico)).

– Health insurance plan – Plano de saúde/ Convênio

*Tip: Nos EUA qualquer visita ao médico (Urgent Care, Hospital), principalmente ao ER (pronto socorro), é extretamente cara.  Não existe atendimento gratuito. Consultas custam em torno de 250-300 dólares, exames em torno de 100-200 dólares, antibióticos pode custar entre 80  e 100 dólares, partos são cerca de 40 mil dólares, e assim vai. Por isso, o governo Americano exige que todos os intercambistas, estudantes, e trabalhadores estrangeiros tenham plano de saúde. Se você está vindo apenas de férias, eu recomendo que você faça um seguro viagem, principalmente se sua estadia for maior que uma semana. Um seguro viagem pode te custar de 300 a 600 reais, mas uma estadia em um hospital Americano pode te custar mais de 1,000 dólares, só para tomar soro, por exemplo.

To get a prescription (Pegar a receita médica)

To take your prescription to a pharmacy (Levar sua receita na farmácia)

Dosage/ dose (twice a day / two pills after main meals) (Dosagem/ dose – 2 vezes ao dia/ 2 comprimidos após as refeições principais).

 

Describing your Symptoms – Descrevendo seus sintomas

– I have a fever. (Eu estou com febre)

– I’m feverish. (Eu estou febril)

– I’m sick. (Estou enjoada/ Estou doente – de maneira geral – para ser específico em dizer que está enjoado diga “I’m nauseous”)

– I feel like vomiting. (Estou com vontade de vomitar)

– I’m going to throw up. (Eu vou vomitar)

*Fun fact: Outras de maneiras, dentre muitas mais, de dizer que você vai vomitar são:

  • To Barf
  • To Puke
  • To Regurgitate
  • To Cough up your cookies
  • To Feed the fish (es)
  • To Ralph
  • To Urp
  • To Heave up Jonah

– I’m feeling weak (Estou sentindo fraqueza).

– I feel weak now. / I’m weak now. (Estou com fraqueza)

– I’m dizzy. / I’m feeling dizzy. (Estou com tontura)

– I have a bad cough. (Estou com uma tosse forte)

– I can’t stop coughing. (Não consigo parar de tossir)

– I have a runny nose. (Meu nariz está escorrendo)

My nose is running. (Meu nariz está escorrendo)

I have a stuffy nose. (Meu nariz está entupido/ congestionado)

– My neck is stiff. (Meu pescoço está duro/ torcicolo)

– I have a stiff neck. (Estou com torcicolo)

– I have sprained my ankle. (Torci o tornozelo)

– I have a sprained ankle. (Meu tornozelo está torcido)

– Cramps – Cólicas / Cãimbras

I’m on my period – Estou menstruada.

– Flu – Gripe

– Sore throat – Dor de garganta

Pain vs Ache vs Hurt

– Pain e Ache são geralmente usados como substantivo e significam “dor”, mas com uma pequena diferença de significado.

– Pain – Geralmente é usado para designar uma dor mais intensa, difícil de ignorar.

– Yesterday I felt a terrible pain in my stomach. They discovered it was appendicitis. (Ontem eu senti uma dor horrível na minha barriga. Eles descobriram que era apendicite).

*Note: A palavra “stomach”quer dizer estômago, mas também é usada para se referir a sua belly (barriga) de maneira geral. Uma barriga reta/de prancha é uma flat belly/stomach.

– Ache – desconforto menos intenso que pain, pode durar mais que uma pain. Aquela dorzinha chata que fica lá, sabe? Você nunca diz “I have an ache in my leg”, mas sim “I have a pain in my leg”. Mas você pode dizer que depois de correr “My legs started to ache” (Minhas pernas começaram a doer).

-Stomach ache, toothache, earache, backache – Dor de estômago, dor de dente, dor de ouvido, dor nas costas.

– Headache – Dor de cabeça

– I have a terrible backache. (Estou com uma dor nas costa terrível)

– Hurt: (verb) – machucar/ doer – pode ser verbo ou adjetivo

A causa da dor geralmente terá um fator externo envolvido (não é algo interno como pain e ache). Bater o pé, bater a cabeça.

-I hurt my foot. (Eu machuquei meu pé)

– I hurt my head. (Machuquei minha cabeça)

– My head hurts (Minha cabeça está doendo)

*Note: Neste caso pode ser por causa de uma dor de cabeça (headache) ou porque você bateu a cabeça

– My stomach hurts. / My tummy hurts (Minha barriga dói)

*Note: Tummy é uma maneira infantil de se referir à barriga.

– My back hurts. (Minhas costas doem)

– I have hurt my back. (Eu machuquei minhas costas)

– He was badly hurt in the car crash. (Ele foi seriamente ferido no acidente).

 

Over the Counter Medication (OTC) – Remédios que você pode comprar sem prescrição

 

Tylenol – Usado para headache e outras dores ou febre.

– Do you have Tylenol? (Você tem Tylenol?)

– Advil or Alieve – São remédios para dor de cabeça

– I have a headache. (Eu estou com dor de cabeça)

– I need some advil. (Eu preciso de Advil)

– Do you have any advil? (Você tem Advil?)

– Headaches, cramps (Dores de cabeça, cólicas)

Aspirin – Aspirina

Pepto bismol – Remédio para diarréia (diarrhea) e mal estar estomacal.

Imodium – Remédio para diarréia (diarrhea)

I need some imodium. (Eu preciso de Imodium)

– Do you have imodium? (Você tem Imodium)

 

Youtube Comments, Questions, and Notes

Remédio Tarja Preta – Controlled Medicine/Drug

High Blood Pressure – Pressão alta

The runs – Maneira nojenta de dizer diarréia

Xanax – Mesma coisa que alprazolam. É um calmante

Walk-in – Pessoa que chega para o atendimento de um serviço sem agendamento prévio.

Preciso de um Nebulizador – I need a nebulizer

Sneeze – Espirro

Itch – Coceira

Rash – erupção cultânea (tipo quando temos alergia)

Strep Throat/ Tonsilitsis – Amidalite

Pink eye – Conjuntivite

 

Em parceria com a Carina Fragozo, o time do @meninaviajei estará recapitulando os episódios do Survival English e respondendo às perguntas de vocês. Caso tenham outras perguntas podem mandar e-mail para [email protected] e sigam o meninaviajei no Instagram para receberem os updates do meninaviajei.com e do canal no www.youtube.com/meninaviajei que divide os altos e baixos e as curiosidades da vida de uma estudante brasileira nos Estados Unidos, dando dicas sobre o que esperar e o que fazer quando já estiver aqui.

Trips & Tips

5 maneiras legais de vir morar nos Estados Unidos

Immigrate USA

🇧🇷 Muitas pessoas frequentemente me perguntam como se faz para vir morar no Estados Unidos. Então eu separei cinco maneiras legais de se mudar para cá, por um intervalo de tempo ou para sempre, sem precisar contratar nenhum coiote, correr pelo deserto, entrar em nenhuma balsa, ou ser “mula” de ninguém.

1- EB5 – Visto de Investidor

Em 1990, o congresso americano criou o programa EB5 para estimular a economia americana através de criação de empregos e investimentos em capital por investidores estrangereiros.

Sendo assim, você pode obter o visto EB5 investindo diretamente em uma empresa nos Estados Unidos, isto é, fundando uma nova empresa ou recuperando uma empresa em crise, ou indiretamente, através de uma empresa parceira, gerando, em ambos os casos, pelo menos 10 empregos de tempo integral, cuja duração deve ser garantida por no mínimo dois anos. Outra maneira de ser elegível ao EB5 é fazendo um investimento capital de 1 milhão de dólares através de um centro regional, aprovado pela USCIS, que investe o dinheiro pra você. Se seu investimento for em uma área rural ou de alto desemprego, o valor requerido é de 500 mil dólares.

A vantagem do EB5 é que ele é um visto de imigração que permite a solicitação imediata do cartão de residência permanente, o famoso Green Card.

Para informações detalhadas sobre a categoria de visto EB5 acesse: EB5 Visa Classification e aproveite para praticar seu reading!

Mas e se a grana tá curta? Então veja a seguir opções mais tangíveis …

2- L1 – Visto de transferência interna

O L1 é utilizado pelas empresas que têm subsidiárias, filiais ou sede nos Estados Unidos e querem trazer um funcionário estrangeiro para trabalhar aqui. Para ser elegível, o funcionário precisa ter exercido uma função de gerência, gerência executiva, ou de conhecimento especializado, por exemplo um tecnico de alto nível na empresa, por pelo menos um ano, durante os último três anos e estar vindo para ocupar uma posição semelhante.

A primeira vez que o L1 é emitido, ele é normalmente válido por três anos, podendo ser renovado a cada dois anos por duas vezes, ou seja, você pode ficar nessa categoria por até sete anos. A vantagem do L1 é que embora ele não seja um visto de imigracão, como o EB5, ele é um visto de “dual intent” (inteção dupla), ou seja, ele permite que seu empregador te patrocine um Green Card a qualquer momento.

Por isso pessoal, se você se vê morando aqui, uma ótima opção é investir desde cedo no seu inglês e na sua carreira dentro de uma empresa ou insituição em que exista a possibilidade de transferência. L1 visas não são somente emitidos por empresas privadas, mas por ONGs e igrejas também.

Para informações detalhadas sobre a categoria de visto L1 acesse: L1 Visa Classification e aproveite para praticar seu reading!

3-  H1B – Visto de Trabalho

Esse visto pode tanto ser emitido pela empresa para a qual você já trabalha, e que tem escritorios ou sede nos EUA, ou por uma empresa americana que queira te contratar para trabalhar nos Estados Unidos.

Para ser elegível, além de ter conhecimento específico na área em que irá atuar, o trabalhador precisa ter no mínimo bacharelado ou experiência de trabalho equivalente – três anos de experiência de trabalho equivalem a um ano de faculdade, isto é, se você não tiver faculdade, você precisa de no mínimo doze anos de experiêmcia na área em que você irá atuar.

Quando emitido o H1B é válido inicialmente por 3 anos e pode ser renovado mais uma vez por mais 3 anos. A vantagem do H1B é que, assim como o L1, ele é um visto de “dual intent” (inteção dupla), permitindo que seu empregador patrocine o seu Green Card.

Entretanto, o H1B tem algumas desvantagens como, por exemplo, o número de solicitações de H1B, que chega a ser mais de 200,000 por ano fiscal, ultrapassa as 65,000 petições aceitas anualmente pela USCIS (source: USCIS H1B Fiscal Year Petitions Cap), o que faz com que a USCIS submeta os processos a uma loteria eletrônica. Se seu processo for escolhido, só então ele será avaliado e, se aprovado, você poderá ir ao consulado tirar seu visto H1B. Caso seu processo não seja selecionado, você terá que tentar novamente no ano seguinte. A submissão das solicitações pode ser feita a partir de 1 de Abril e encerra quando o cap é atingido, o que nos últimos anos tem ocorrido em uma semana. Outra desvantagem é que o esposo ou a esposa do portador do H1B não tem permissão para trabalhar, ou seja, só haverá uma fonte renda para a família.

Para informações detalhadas sobre a categoria de visto H1B acesse: H1B Visa Classification e aproveite para praticar seu reading!

4-  J1 -Visto de Intercâmbio Cultural

O J1 é utilizado para programas de intercâmbio cultural de estudo e trabalho como, por exemplo, o programa de aupair ou trabalho de férias – Mas fique atento porque muitos desses programas tem limite de idade, então se você tem vontade de fazer intercâmbio, não demore muito para fazer. Se joga!!!

A validade do J1 é normalmente proporcional a duração inicial do seu programa de estudos. Por exemplo, o programa de aupair tem duração de um ano podendo ser estendido por até dois anos. Sendo assim, quando emitido, o J1 terá validade de um ano, e se o (a) aupair resolver estender o porgrama, a estadia do (a) aupair continuará legal, mas o visto estará expirado, a não ser que o (a) aupair vá ao consulado americano no Brasil e solicite a renovação. Não pesquisei, mas acredito que a renovação possa ser um porcesso mais rápido atualmente por causa do CASV.

Diferente do L1 e do H1B, o J1 é um visto de “single intent” (intenção única) o que quer dizer que a USCIS espera que você venha fazer seu programa e depois volte para seu país de origem. É claro que muita coisa pode acontecer enquanto você faz seu intercâmbio, por exemplo, uma proposta de emprego ou de casamento hehe, mas aqui eu estou falando do visto em si!

Para informações detalhadas sobre a categoria de visto J1 acesse: J1 Visa Classification e aproveite para praticar seu reading!

5- F1 – Visto de Estudante

Como o próprio nome já diz, “estudante”, esse visto é para quem quer vir estudar nos Estados Unidos, tanto ESL – English as a Second Language (inglês como segunda língua), como cursos de nível superior (graduação, pós, mestrado, doutorado, especialização, etc)

O legal desse visto é que você pode trabalhar no campus da faculdade por 20 horas semanais durante o período letivo e quando você conclui o curso de nível superior, você pode solicitar uma permissão de trabalho através de um privilégio chamado OPT – Optional Practical Training (treinamento prático opicional), e trabalhar por um ano em qualquer emprego relacionado a sua área de estudos e, caso sua área de estudos seja um curso de STEM – Science, Technology, Engineering, and Mathematics (ciência, tecnologia, engenhraia, e matemática), você pode extender sua permissão de trabalho por mais um!

Assim como o J1, o F1 é um visto não imigrante de “single intent”, portanto, você não pode pedir um Green Card enquanto estiver nessa categoria, mas se você encontrar um empregador que queira patrocinar o seu visto H1B, você pode ajustar o seu status, mudando de um visto de “single intent” para “dual intent” e enventualmente você poderá adquirir o seu Green Card.

Nota importante: o OPT não pode ser solicitado por alunos de ESL, mas uma coisa bacana é que curso de inglês pode ser feito no visto B1/B2 – visto de visita de negócios e turismo, contanto que seja um curso de meio período. Sendo assim, se você for vir de férias e quiser aproveitar para estudar inglês, pode!

Para informações detalhadas sobre a categoria de visto F1 acesse: F1 Visa Classification e aproveite para praticar seu reading!

Embora essas não sejam as únicas maneiras de vir morar nos Estados Unidos por um tempo ou para sempre, espero que essas sugestões tenham ajudado e esclarecido algumas dúvidas. Caso tenham mais perguntas deixem um comentário aí embaixo do post ou enviem um e-mail para [email protected]

China Diaries

Day 1: Taking off, landing, and checking in

IMG_3502If the countless miles of hiking and climbing weren't enough, you gotta squat to pee! I'm looking forward to my badass sculpted glutes and thighs in 10 days :D

🇺🇸 Prior to take off I experienced a busy 48 hours eased by Amazon Prime and its guaranteed 2-day-delivery system. Compression socks, string backpack, passport, money pouch, sunscreen, rain poncho, hand sanitizer, tushy wipes (yep! Most bathrooms in China do NOT carry toilet paper – Also, observe the post featured image for a detailed view of China’s, I’d say unique type of potty!), finally the journal and some glue stick for the pics.

Taking off …

Taking off always makes me nervous, but flying long hours is not something I look forward to either. The first leg was about 3 hours from Miami Int’l to Detroit, MI. After a two-hour layover and an amazing burger with bacon, some Italian cheese, arugula, and French fries, we boarded to experience a second take-off accompanied by a “two-second dip” turbulence which seemed to detach my stomach from the rest of my body. Sort of how you feel when you ride those fast falling elevator rides (drop rides) at theme parks. But theme parks’ rides are less likely to kill you compared to an airplane, in which you’re flying, falling.

One scare and four to five movies plus a two-hour nap later, we were one hour away from landing in Beijing. I can tell you that almost 14 hours sitting in coach is not fun. But when the kid sitting next to you starts puking, oh well, the 13 hours that you have been squeezed on your seat becomes a little less fun!

As a good and disgusted, in fact, grossed out big time, Christian, I went to the back of the plane and asked the flight attendant for wet wipes and paper towel, so the Georgian boy could clean up his vomited lap, hand, mouth … Oh, Lord! But if the watermelon, involved in gastric juices, pouring like a jet out of his mouth weren’t enough, 30 minutes before landing he starts calling the “Hugh” again. I was already nauseous from motion sickness due to being on the plane for so long. I just could take the show no more. Ten minutes before landing, my own digestive pyrotechny started, and I got to see again my own watermelon chunks too J

Landing …

All gastric juices spilled and collected by plastic bags apart, landing was smooth and deeply appreciated. Beijing airport is simply humongous. Beautiful. But before I got to see it properly, I had to experience a bit of discrimination against my Brazilian passport, originated from a Chinese national health precaution. I was not alone though. Ana and Juan, my Mexican and Venezuelan classmates respectively, were taken to a quarantine room with me, escorted by officers, before we could pass immigration. Because we did not have American passports, the Chinese immigration officers implied that, although we were coming from America with our American professors and classmates, we could be potential carriers of Zika virus – note that Miami, at the time, had an epidemic of Zika, but I guess when your passport is American, a shield grows around you, making you immune to almost anything? Oh well, we had our temperatures taken, we filled out a few forms, including declaring not to have thrown up in the past 24 hours – I didn’t take those watermelon chunks into account here. They were not because of Zika fever! – Finally, we were clear to go through the regular immigration admission process.

Checking in …

Welcome to Beijing! After freaking Dr. Christ, Dr. M, and the whole group out due to our sudden disappearance, the three of us joined them at the baggage claim area and, as we exited customs, we met our knowledgeable, resourceful, kind, and English-language-challenged guide Xin, or Nix (his tag upside down), as he liked to be called on tours.

While riding the bus on airport grounds, we got to witness Beijing’s airport’s size and the growth of my appreciation for Chinese landscaping. Very detailed. Very meticulous. Precise. Pretty. Except for all the Chinese words, symbols, and blue and white highway signs, instead of green and white – traffic signs in Brazil are similar to the USA’s – in many aspects, Beijing looks very much like São Paulo, Brazil.

However, comparing the Chinese city to American cities, the city’s layout and buildings’ appearance are very different, for example, the AC units hang out of the buildings, most constructions have a faded aspect, and all properties are gated. There were also a lot of buses on the streets. Public transportation in Florida is very scarce. I’ve lived in Florida for over 4 years and I still don’t know any bus schedule!

We checked in at the Tiantan Hotel. The place was very simple, the employees were friendly, but only the front desk spoke some English. We took our bags up, figured out the uncommon power system of the room (lights and AC only run if the room key is in an insert by the door), and headed out for our first local Chinese dinner. Concerning the power system of the room though, I would like to add that, per my well-traveled boyfriend, the keeping the key in an insert by the door thing is not uncommon at all, my roommate Shereene and I that were too short on hotel stays experience!

Back from dinner, which surprisingly tasted like the food from the “China House” by my place in the States and was great, my roommate and I passed out. Shereene, who is one of the sweetest girls I have ever met told me on day 2 morning (I wrote this day 1 entry in retrospect) that I was so tired that she asked me to turn off the light, and I responded in some non-English mumble jumble, turned it off, and fell right into a deep sleep.

 

PS: We lost “half a day” because of the time zone. On the cool side,  we were living in the future! 😏

Living Abroad

Newcomer pains…

almoco

🇺🇸 I can’t speak for every soul in every living abroad experience, but I can definitely share mine with you. About a month ago I was asked how moving to the USA and living abroad was like, and I can tell you that through the years it went from “what the heck am I doing here?” to “I am loving this!” Here’s what happened:

I moved to the USA for the first time in February of 2011, after signing up for the Au pair program with Cultural Care without a clue of what was really waiting for me (you can read about that in the Au pair Tales session), flying right into JFK the day after my commencement ceremony. But there was a whole soap opera before I boarded. I had a horrible stomachache and I couldn’t stop crying. That’s right. My parents and sis were at the airport with me and, although I wanted that experience so bad, leaving the nest, my whole world behind, my references, was dreadful and scary. From the training school in Long Island, I flew to my first host family in Atlanta. I say first because I did have three host families within one year. Therefore, for those of you who fear a rematch and keep putting up with a family who’s just not a fit for you, please don’t! If your relationship is fixable try to work it out. If not, be brave! I rematched twice and nailed it on the third time!

Anyways… my first two months were terrible. I felt extremely homesick. I knew no one and the most basic human need undertook me: hunger. I didn’t know where to find food the way we know it – Note that Americans eat a lot of sandwiches, mostly for lunch. It is very common to have lighter lunches and heavier dinners when they cook pasta, rice, steaks, which are meals more similar to what we are used to, and one can only eat sandwiches for so long! Another challenge was the pollen. Spring started and I had constant sinus infections because of it. Then there was also the low temperatures. If you are coming from Porto Alegre or some other Siberian part of Brazil, you won’t find it that bad, but when you come from the Southeast up, gee it’s cold!

Within time though, I learned where to find Brazilian food, and shortly after moving into this family, I got relocated to my second host family in Miami, city in which there are all kinds of food everywhere, no pollen, and the week-long mild winter is followed by 358 days of “For God’s sake, put the AC on!” . In Miami, I started to make friends, go to school, improve my English and my Spanish. I was fed, happy, and gradually became fonder and fonder of the land of Uncle Sam.

 

🇧🇷 Menina,viajei! em Morando fora: dores de novata…

Eu não posso falar em nome de todas as pessoas que moram ou moraram fora, mas posso com certeza compartilhar as minhas experiências. Há cerca de um mês me perguntaram como foi a experiência de me mudar para os Estados Unidos e como é morar fora, e eu posso dizer que com os anos foi de “o que que eu estou fazendo aqui?” para “amo muito tudo isso!” Não sei, só sei que foi assim:

Eu me mudei para os Estados Unidos pela primeira vez em fevereiro de 2011, depois de me inscrever no programa de Au pair pela Cultural Care, sem imaginar o que de fato estaria esperando por mim (você pode ler algumas dessas histórias na sessão Au pair Tales), e voei direto pro JFK no dia seguinte a minha colação. Mas foi a maior novela antes do meu embarque. Eu tive uma dor de estômago terrível e não conseguia parar de chorar. Isso mesmo. Meus pais e irmã estavam no aeroporto comigo e, embora eu quisesse muito viver essa experiência, sair do ninho, deixar meu mundo todo para trás, minhas referências, era doloroso e assustador. Da escola de treinamento em Long Island eu voei para a casa da minha primeira hostfamily em Atlanta. Eu digo primeira porque eu tive três famílias no meu ano de Au pair. Portanto, para você que tem medo de “rematch” e continua aguentando uma família que não é boa pra você, por favor, não faça isso! Se os problemas que você tem com a família forem remediáveis, tente consertar as coisas. Se não forem, seja corajoso (a)! Eu tive dois rematches e finalmente “acertei a mão” na terceira família!

Continuando … meus primeiros dois meses foram horríveis. Eu senti muita falta de casa. Eu não conhecia ninguém e a necessidade humana mais básica tomou conta de mim: fome. Eu não sabia onde encontrar comida da maneira como conhecemos – Note que americanos comem muitos sanduíches, principalmente como almoço. É bem comum eles comerem um almoço mais leve e jantares mais pesados, que é quando eles conzinham massa, arroz, carnes, que são comidas mais parecidas com o tipo de comida que estamos acostumados, e chega num ponto que eu não aguentava mais comer sanduíche! Outro desafio era o polén. A primavera começou eu eu tinha sinusite direto. Também tinha a questão do frio de cair o bigode. Se você é de Porto Alegre ou outra parte congelante do Brasil, não vai achar tão frio assim, mas quando você está acostumado com o inverno do sudeste, pai do céu é muito frio!

Com o tempo, entretanto, eu aprendi onde encontrar comida brasileira, e dois meses após me mudar para essa família, eu me mudei para uma nova família em Miami, cidade onde há todos os tipos de comida por toda parte, não há polén, e o inverno brando de uma semana é seguido por 358 dias de “Pelo amor de Deus, liga o arcondicionado!”. Em Miami eu começei a fazer amigos, frequentar a escola, melhorar o meu inglês e espanhol. Eu estava alimentada, feliz, e gradualmente me tornando cada vez mais interessada na terra do tio Sam.

Living Abroad

The moment when my penny dropped…

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🇺🇸 I left Brazil to come to the US on February 13th, 2011, a Sunday night. It was my first international flight. The plane was huge and kind of empty and, as the night went on and all passengers gradually fell asleep in their seats, I found an empty three-seat-row in the back, in which I made a bed to my lengthy 5’2” self and passed out. I woke up in John F. Kennedy airport in NY – keep in mind that I’m skipping the entire breakfast service and the “Fasten your seat belts, make sure your seat back and folding trays are in their full upright position” prior to landing commands. Once my group and I got off of the plane – and that felt like forever! – we went quickly through immigration and were welcomed into the USA.

But it wasn’t when the immigration officer, who admitted me, friendly said, “Welcome to America” that I realized that I was here; nor was when I walked outside with my Au pair group to catch the shuttle to the training school, and learned that Brazilian sweatshirts are not made for NY winter – the temperature in February has highs of  40F, if you’re lucky, making you cold everywhere, including parts of your body that you would never consider – that I realized I was here; Even looking at all the dirty ice hills on the curb and the leftover snow on the trees and house roofs didn’t make my penny drop, although I had never seen snow before.

Everything was new, different, cool, foreign, but not exactly American. Then, on our way to St. John’s University in Long Island, my shuttle stopped at a traffic light. On its right side stood a yellow school bus, just like in the movies, and on its left side, there was a guy drinking a Dunkin coffee and eating a donut. And this, folks, was the precise moment that I realized I had been welcomed to the United States of America!

 

🇧🇷 Menina, viajei! em Morando fora: o momento em que minha ficha caiu…

Eu sai do Brasil para vir aos Estados Unidos dia 13 de fevereiro de 2011, um domingo à noite. Foi meu primeiro voô internacional. O avião era enorme e estava um pouco vazio e, conforme a noite foi passando e todos os passageiros foram caindo no sono em seus assentos, eu encontrei uma fileira no fundo do avião com três assentos vazios, a qual eu transformei numa cama para meu extenso corpo de um metro e meio, e “capotei.” Acordei no aeroporto John F. Kennedy em Nova Iorque – lembre-se que eu estou pulando todo o serviço de bordo de café da manhã e todas as ordens de “Afivelem seus cintos de segurança, coloquem a poltrona na posição vertical, e travem sua mesinha” dadas pelos comissários de bordo antes de pousos e decolagens. Assim que meu grupo e eu saímos do avião – o que pareceu levar um século! – passamos rapidamente pela imigração e fomos recebidas nos EUA.

Mas não foi quando o oficial de imigração que me admitiu e me disse amigavelmente “Bem-vinda à América!” que eu percebi que estava aqui; Também não foi quando eu sai do aeroporto com meu grupo de aupairs para pegar o ônibus para a escola de treinamento, e aprendi que moletom do Brasil não foi feito para invernos Nova Iorquinos – a temperatura em fevereiro tem altas de 4℃, se você tiver sorte, fazendo você sentir frio em todos os lugares, inclusive em partes do seu corpo que você nem imagina que seria possível;  Nem mesmo ver todo o gelo sujo amontoado na calçada e o resto de neve nas árvores e nos telhados não fez minha a ficha cair, muito embora eu nunca tivesse visto neve antes.

Tudo era novo, diferente, legal, estranho, mas não exatamente Americano. Até que então, no nosso caminho à universidade de St. John’s em Long Island, meu ônibus parou em um semáforo. Do nosso lado direito parou um daqueles ônibus escolares amarelo, igualzinho ao dos filmes, e do lado esquerdo parou um carro, com um cara tomando um café do Dunkin e comendo um donut. E foi bem aí, pessoal, nesse exato momento, que eu percebi que eu estava nos Estados Unidos da América!

Living Abroad

Rule#1: Know that you don’t know!

gated home

🇺🇸 When it comes to everyday stuff, living abroad is not that different than living in your home country. Unless, of course, you are leaving behind a glamorous or sheltered life to venture yourself out into foreign lands with no shelter or glamour. But if you just have a regular life in which you have to go to work and school, clean your place, grocery shop for yourself, do laundry, then you still have to do those things when you are living abroad. Unless, again, you are going Alexander Supertramp on your venture and decide to super downsize and live off the wild and fortune.

But then what is different? We watch so many American movies that make us feel so close to the United States that it’s almost like we live here. Apart from all the adorable wood homes surrounded by porches with swings and swing chairs, featuring non-gated front yards with beautifully mowed lawns, it’s the same as in Brazil, isn’t it? They wear Nike, so do we. They wear Levi’s, so do we. They eat burgers and pizza, we do too!

Yeah, not so fast, folks! Not even the Coke here tastes the same! It’s sweetened with corn syrup instead of sugar cane. Some houses are in fact gated. Moreover, unless you are near a Brazilian community (yes! Our people are all over the USA and highly concentrated in certain areas), you are no longer going to eat Brazilian food or hear any Portuguese, and no matter how great your English is, there is a point for all of us that you just need to express your self in Portuguese, because you are just smarter in Portuguese. True story. And if you are already here, you have felt that kind of impotence before, if you haven’t, consider that an “I haven’t YET”.

Also, changing your lifetime dietary habits is much harder than you think. You may develop allergies and diarrhea, gain or lose weight (most likely gain – sorry!). I’m not trying to talk you out of a cultural exchange experience idea, on the contrary, I’m sort of a cultural exchange program activist! I think everybody should try leaving their comfort zone for at least a while. All I want is for you to come knowing that you actually don’t know and should prep your mind for a high, but fun, learning curve.

 

🇧🇷 Menina, viajei! em Morando fora regra#1: Saiba que você não sabe!

Quando se trata de coisas do dia-a-dia, morar fora não é tão diferente de morar no país em que você nasceu e cresceu. A menos, é claro, que você esteja deixando para trás uma vida glamurosa ou cheia de colinho da mamãe para se aventurar em terras estrangeiras sem colinho da mamãe ou glamur. Mas se você tem uma vida normal na qual você tem que trabalhar e ir à escola, limpar a casa, fazer compras no supermercado, lavar sua roupa, neste caso, você ainda tem que fazer todas essas coisas quando você mora no exterior. A menos que você decida viver sua aventura no estilo Alexander Supertramp e corte praticamente todos os seus recursos para viver da natureza e da sorte.

Mas então, o que é diferente? Nós assistimos a tantos filmes americanos que nos fazem sentir tão próximos dos Estados Unidos que é quase como se morássemos aqui. Com excessão das lindas casas de madeira, cercadas por uma varanda com balanços e cadeiras de balanço, com quintais sem muros e portões, com gramados verdes e bem aparados, os Estados Unidos é igual ao Brasil, não é? Eles usam tênis da Nike, nós também. Eles usam calça da Levi’s, nós também. Eles comem hamburgueres e pizza, e nós também!

Opa, respira, pessoal! Nem mesmo a Coca-Cola americana tem o mesmo gosto da brasileira! Aqui é adoçada com xarope de milho ao invés de cana de açúcar. Algumas casas tem muro e portão sim. Além disso, a menos que você more perto de uma comunidade brasileira (sim! Nosso povo está por todo os Estados Unidos e altamente concetrado em certas áreas), você não vai mais comer comida brasileira ou ouvir as pessoas falando português, e não importa o quão afiado seu inglês seja, chega um momento para todos nós que você precisa se expressar em português, porque você é simplesmente mais “inteligente” em português. Sério mesmo. E se você já mora aqui, você já sentiu esse tipo de impotência antes, e se não sentiu, considere sua situação como “não senti AINDA.”

Outra coisa, mudar os seus hábitos alimentares de uma vida toda é muito mais difícil do que você possa imaginar. Você pode desenvolver alergias e diarréia, ganhar ou perder peso (muito mais provavelmente ganhar – sinto informar!). Eu não estou tentando te convencer a desistir da ideia de fazer um intercâmbio, pelo contrário, eu sou um tipo de ativista em prol de programas de intercâmbio cultural! Acho que todo mundo deveria tentar deixar sua zona de conforto por pelo menos um tempo. Tudo o que eu quero é que você venha sabendo que você na verdade não sabe, e que deve preparar sua mente para uma curva de aprendizado alta, mas divertida.

Au Pair Tales

A poopy day

Dog dressed as a housewife with cleaning materials

🇺🇸 Don’t poop and walk …

at least not while the poop is still in your pants. That could turn into a very poopy day. I’m not referring to a sad or not-as-planned-frustrating day. I’m literally referring to a trail of poop that you will leave behind you, which will eventually have to be cleaned. The cleaning method? Well, that we will leave to fate. But I suppose when you’re 4, and feeling grossed out by your own warm number two pressed all over your tooshie, you are not thinking consequences. You are not thinking that your preoccupied aupair is in the nicely white carpeted playroom changing your infant brother’s dirty diapers. So, here’s what once happened:

I was an aupair to 3 kids ages 5, 4, and 14 months. The 4-year-old was always very constipated, so as per my host mom orientation and his pediatrician’s prescription, he had to take his “special stuff” (Miralax dissolved in juice) every afternoon during his snack. Then I’d put a “pull up” on him and he’d take some quiet time on a corner until the “poop came.”

One of these afternoons, while I’m changing his infant brother’s diaper in a white-carpeted playroom, I started to hear him screaming “Lais! Lais! The poop came! The poop came!”. When I look in the direction of the commotion, 2 feet away from the white carpet is this adorable 4-year-old with poop running down through the legs of his sweatpants (which had to be thrown away. Yes, it was that bad!) leaving a stinky nasty trail of human waste behind him. I asked him to “freeze” and, the minute I was done with the infant, I went to rescue him. I took his pants off, I cleaned some of the mess with wipes, and then invited the 3 of them for a bath upstairs, during which the 5-year-old explained that they were riding a bike in the backyard, and then the “poop came.”

Ready to barf yet? No? good! Because here comes the poopiest of things – after their bath I ran downstairs to clean the nasty trail, but the trail was gone! No magic. No first world self-cleaning tiles. The trail of poop had been meticulously erased by a hungry sneaky labradoodle! That’s right. Mr. eat-it-all was more effective than the Hypostomus Plecostomus that cleans the bottom of your fish tank. Because fate (woof woof) took care of it, I just mopped a bit with Pine Sol.

When the host mom came home that night, I told her about the entire shit show. She was very nice and disgusted about it. The next morning when I came down for breakfast, the dog was gone. I asked her about him and she said, “I sent him to the groomer to have his teeth brushed.”

And this, folks, is one of the trenches of the au pair life.  💩

 

🇧🇷 Não faça cocô e ande …

pelo menos não enquanto o cocô ainda está na suas calças. Isso pode transformar o seu dia numa caca. Não estou me referindo a um dia triste ou frustrante ou fora do planejado. Estou literalmente me referindo a uma trilha de cocô que você deixará para trás, que eventualmente terá que ser limpada. O método de limpeza? Bem, esse deixaremos a critério do destino. Mas eu suponho que quando você tem 4 anos, e está se sentindo nojento com seu cocô quentinho pressionado contra o seu bumbum, você não está pensando em consequências. Você não está pensando na sua aupair ocupada no quarto de brinquedos com um carpete branquinho novinho trocando as fraldas sujas do seu irmaozinho. Só sei que foi assim:

Eu era aupair de 3 crianças de 5, 4, e 14 meses. O de 4 anos estava sempre com o intestino preso, então seguindo as orientações da minha host mom e a prescrição do pediatra, ele tinha que tomar seu “special stuff” (laxante dissolvido no suco) toda tarde durante seu café da tarde. Aí eu colocava uma “pull-up” (fralda descartável de vestir) e ele ia ficar quietinho num cantinho até que o “cocô viesse.”

Uma dessas tardes, enquanto eu estava trocando o menorzinho no quarto de brincar que tinha um carpete branquinho, eu comecei a ouvi-lo gritando “Laís! Laís! O cocô veio! O cocô veio!”. Quando eu olho na direção dos gritos, a meio metro do carpete branquinho está esse fofinho de 4 anos com cocô escorrendo pelas pernas do moletom dele (que teve que ser jogado fora. Sim, tava bem triste a situação!) deixando uma trilha fedida e nojenta de dejeto humano atrás dele. Eu pedi para ele ficar parado e, assim que eu terminei de trocar o menorzinho, eu fui resgatá-lo. Eu tirei as calçcas dele, eu limpei um pouco da bagunça com lencinhos humidecidos descartáveis, e então convidei os três para tomar banho no andar de cima e, durante o banho, o mais velho explicou que eles estavam andando de bicicleta no quintal, e aí o “cocô veio.”

Já ta com vontade de vomitar? Ainda não? Que bom! Porque aqui vem a “caca” maior de todas – depois do banho deles eu corri pro andar de baixo pra limpar a trilha nojenta, mas a trilha de cocô tinha sumido! Nada de mágica. Nada de pisos de primeiro mundo que se limpam sozinhos. A trilha de cocô tinha sido meticulosamente apagada por um labradoodle xereta e faminto! Isso mesmo. O senhor como-de-tudo foi mais efetivo que o cascudo que limpa o fundo do seu aquário. Porque o destino (au au) deu um jeito na sujeira, eu só passei um pano com Pinhosol.

Quando a host mom chegou em casa naquela noite, eu contei pra ela da caca toda. Ela ficou com nojo, mas foi super carinhosa comigo. Na manhã seguinte quando eu desci pra tomar café, o cachorro tinha sumido. Eu perguntei a ela sobre ele e ela me disse, “Eu mandei ele pro banho e tosa para escovar os dentes.”

E isso, pessoal, é um dos perrengues da vida de aupair. 💩